Publicado em 16/12/2009 | Alessandro Panasolo

O Brasil anunciou ao mundo um compromisso de “meta voluntária” de corte de emissões de CO2. A proposta varia entre 36,1 % e 38,9% até 2020, sendo que essa redução representará em números reais o percentual de 15% em relação aos níveis de CO2 de 2005 (pico das emissões brasileiras). O mundo viu com bons olhos a meta voluntária proposta pelo Brasil. Neste sentido, o Jornal Alemão Süddeutsche Zeitung declarou que o presidente Lula é um superstar que vai salvar o mundo com sua proposta de redução de emissões. No mesmo esteio a chanceler Angela Merkel disse que “o Brasil chega a Copenhague em situação elogiável”.

E os brasileiros, o que pensam disso tudo? Nossa história de defesa do meio ambiente é significativa, tivemos participação destacada em todos os grandes eventos mundiais, tais como em 1972 em Estocolmo e a Rio 92 – Cúpula da Terra. Mais do que isso, temos a única Constituição do mundo que tem um capítulo dedicado ao meio ambiente, temos um Código Florestal que desde de 1965 já regula o uso sustentável das florestas, enfim temos excelentes diplomas legais que protegem o meio ambiente.

Mas, analisando nosso histórico de aplicabilidade desses diplomas, percebemos apenas a sua existência através da mídia (somente para inglês ver), e não com o objetivo de serem efetivamente aplicadas. Um exemplo é o próprio Código Florestal, que passados 44 anos, até hoje não conseguimos aplicar o que diz seu texto. E perguntamos, porque não conseguimos aplicar nossas leis? A resposta é que não cumprimos por diversos motivos, falta de vontade política dos governos, pressões de grandes grupos econômicos, falta de funcionários para atuar na defesa do meio ambiente, falta de tecnologias para fiscalizar, normas que não condizem com a realidade brasileira e tantos outros.

Agora assistimos a um dos maiores encontros mundiais sobre mudanças climáticas – COP15, em que mais de 190 países estão reunidos na busca de acordo um acordo que realmente possa reduzir as emissões de gases de efeito estufa, mais que isso, que realmente este acordo seja cumprido, um Tratado com força legal, tanto para os países industrializados (EUA, Japâo e União Europeia) como também para os países em desenvolvimento como o Brasil. Com relação ao Brasil, um estudo recente de cientistas brasileiros e americanos, publicado na revista Science, revelou que para zerar o desmatamento no Brasil, até 2020, teria-se o custo entre US$ 6,5 e US$ 18 bilhões, eliminando de 2% a 5% das emissões globais. Um outro recente estudo econômico ambiental revelou que as perdas com as alterações climáticas no Brasil serão de 3,2 trilhões de reais entre os anos de 2010 a 2050, ou seja, praticamente um PIB anual do Brasil.

Diante dessa realidade posta, o governo brasileiro anunciou a poucos dias que teve a menor taxa de desmatamento desde o inicio das medições (1988), afirmando que isso se deve ao trabalho diuturno do governo na fiscalização e no controle do desmatamento da Amazônia. Mas isso, não se deve só as medidas do governo, mas em grande parte, por força de outras situações, em especial a crise econômica que prejudicou a expansão da agropecuária, desestimulando à abertura de novas áreas. Todos nos sabemos que o maior problema do Brasil em relação às mudanças climáticas é sem dúvida o desmatamento que coloca o Brasil entre os dez maiores emissores de gases-estufa. Com essa realidade o Brasil apresenta em Copenhague uma meta voluntária como forma de dar uma resposta à comunidade internacional.

Agora o que fica no ar é: como o Brasil vai fazer para que isso realmente aconteça? Essa deve ser a grande preocupação do país, e não somente anunciar ao mundo sua meta. O próprio governo não tem ainda a conta exata de quanto isso vai custar, mas só no setor agropecuário, serão cerca de R$ 40 bilhões. Esperamos que o governo possa realmente dar efetividade ao compromisso proposto, não apenas anunciando-o. Por fim, a ex pectativa é grande para saber o quanto o governo brasileiro está disposto a se comprometer em Copenhague, com respostas concretas aos argumentos da ciência sobre os riscos climáticos.

Fonte: Gazeta do Povo, editorial – opinião do dia 1, Alessandro Panasolo , advogado, membro da comitiva do Paraná na COP15, integrante da comissão de direito ambiental da Oab-Pr e professor de Direito Ambiental.

La COP 15 y la realidad

Publicado el 16/12/2009 | Alessandro Panasolo

Brasil anunció un compromiso con el mundo de “objetivo voluntario” de reducir las emisiones de CO2. La propuesta varía entre 36,1% y 38,9% en 2020, y esta reducción en los números reales representan el porcentaje del 15% respecto a los niveles de CO2 en 2005 (pico de la brasileña). El mundo ha visto con buenos ojos el objetivo voluntario propuesto por el Brasil. En este sentido, el Süddeutsche Zeitung de Alemania declaró que el presidente Lula es una superestrella que salvará al mundo con su propuesta de reducir las emisiones. Lo mismo apuntalar la canciller Angela Merkel, dijo que “Brasil es una situación digna de elogio, en Copenhague.

Y los brasileños lo que piensan de esto? Nuestra historia de la protección del medio ambiente es importante, hemos tenido destacada participación en todos los eventos más importantes del mundo, como en 1972 en Estocolmo y de Río 92 – Cumbre de la Tierra. Más que eso, tenemos la única constitución del mundo que tiene un capítulo dedicado al medio ambiente, tenemos un Código Forestal que desde 1965 ya regula el uso sostenible de los bosques, por fin tenemos excelentes instrumentos legales que protegen el medio ambiente.

Pero, teniendo en cuenta nuestra historia de la aplicabilidad de estos requisitos, sólo vemos su existencia a través de los medios de comunicación (sólo en Inglés para ver), y no para aplicarse de manera efectiva. Un ejemplo es el Código Forestal en sí, que en los últimos 44 años, hasta hoy no se puede aplicar el texto. Y nos preguntamos, porque no podemos aplicar nuestras leyes? La respuesta es que hemos perdido por diversas razones, la falta de voluntad política de los gobiernos, la presión de grupos económicos, la falta de personal para que actúe en defensa del medio ambiente, la falta de tecnología para monitorear, las normas que entran en conflicto con la realidad brasileña y muchos otros.

Ahora hemos visto una serie de reuniones internacionales importantes sobre el cambio climático – COP 15, donde más de 190 países se reúnen en la búsqueda de acuerdo a un acuerdo que realmente pueden reducir las emisiones de gases de efecto invernadero, más que eso, realmente este acuerdo se ha cumplido , un tratado jurídicamente vinculante para ambos países industrializados (EE.UU., Japón y la Unión Europea), sino también para los países en desarrollo como Brasil. Para Brasil, un estudio reciente realizado por científicos brasileños y estadounidenses, publicadas en la revista Science, encontró que para detener la deforestación en Brasil en 2020, costaría entre $ 6,5 y $ 18 mil millones, eliminando la 2% al 5% de las emisiones mundiales. Otro estudio reciente reveló que el medio ambiente pérdidas económicas del cambio climático en Brasil será 3,2 billones de dólares entre los años 2010 a 2050, es decir, casi un PIB anual de Brasil.

Dado que el escenario de realidad, el gobierno brasileño anunció un par de días había la menor tasa de deforestación desde el inicio de las mediciones (1988), pues considera que la labor del gobierno diuturno en la vigilancia y el control de la deforestación en la Amazonia. Pero esto debe no sólo las medidas del gobierno, pero en gran medida en otras circunstancias, en particular la crisis económica que afectó a la expansión de la ganadería, desalentando la apertura de nuevas áreas. Todos sabemos que el mayor problema en Brasil en relación con el cambio climático es, sin duda, que la deforestación pone Brasil entre los diez mayores emisores de gases de efecto invernadero. Con esta realidad en Brasil tiene un objetivo voluntario de Copenhague, como una manera de responder a la comunidad internacional.

Ahora lo que queda es: ¿Brasil va a hacer lo que realmente ocurrió? Esta debe ser la preocupación principal del país, no sólo de anunciar al mundo su meta. El propio gobierno no tiene aún una cuenta exacta de cuánto va a costar, pero sólo en el sector agrícola, será de unos $ 40 mil millones. Esperamos que el gobierno realmente puede dar efecto a la propuesta de compromiso, no sólo anunciarlo. Por último, la expectativa es grande para ver cómo el gobierno brasileño está dispuesto a transigir en Copenhague con respuestas concretas a los argumentos de la ciencia sobre los riesgos climáticos.

daniela roberta slongo | advogada
Membro e Secretária da Comissão de Direito Ambiental da OAB/PR
Advocacia e Consultoria Jurídica Socioambiental
| al. augusto stellfeld | 442| sala 01-A| centro|
| 80.410-140| curitiba – paraná|

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